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Secovi-SP e IREM® resgatam história da hotelaria paulistana

Com palestra e passeio pelo centro de São Paulo, o evento ocorrido dia 27/11 mostrou a importância da hotelaria paulistana para a evolução urbana da cidade

pConhecer o passado para administrar o futuro. A afirmação de Fernanda Lisboa, presidente do Capítulo Brasileiro nº 111 do IREM® i(Institute of Real Estate Management)/i, traduziu bem o espírito de redescoberta do centro de São Paulo, por meio da história da hotelaria paulistana. O tema foi o foco do evento i100 anos de História da Hotelaria no Centro de São Paulo/i, promovido no último dia 27/11, em parceria pelo Secovi-SP, por intermédio da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios. br /br /"Não dá para fazer um planejamento imobiliário sem conhecer o passado", reforçou o engenheiro Caio Calfat, consultor hoteleiro e coordenador do Núcleo de Empreendimentos Hoteleiros e Imobiliário-Turísticos do Sindicato. Ele ministrou uma palestra e monitorou o passeio pela região central para que os mais de 50 participantes conhecessem os locais que abrigaram os principais hotéis da cidade de 1850 a 2001. br /br /Flor de Liz Romeiro, diretora do Convention Visitors Bureau, gostou muito do evento. "Ele mostrou o quanto a política e a economia interferiram na geografia da cidade e a evolução do padrão hoteleiro", disse Flor de Liz, acrescentando que ficou impressionado com o número de hotéis em que já se hospedou no centro da Capital em 38 anos de carreira. "Eu adorava o café da manhã do Hilton", brincou. br /br /bEvolução urbanística da cidade/b - Ao traçar um paralelo sobre a evolução urbana e arquitetônica, turística e sócio-político-econômica neste período, Calfat mostrou os aspectos históricos do setor hoteleiro no centro da Capital. "Com o crescimento da cidade, muitos hotéis foram criados no triângulo central, localizados próximos à Faculdade de Direito (no Largo São Francisco) e das estações ferroviárias", contou Calfat, lembrando que 1854 surgiram os primeiros meios de hospedagem como os pioneiros Quatro Estações, Palm e, em 1878, o Grande Hotel, considerado o melhor do Brasil na época. br /br /"O edifício de três andares na rua São Bento, que hospedou figuras ilustres como o princípe Henrique da Prússia, acabou demolido em 1964 para a construção de um conjunto comercial", revelou o especialista. Também mencionou a instalação da Hospedaria dos Imigrantes, inicialmente no bairro do Bom Retiro, mas, por causa de uma epidemia de gripe e varíola na região, obrigou a construção de um outro prédio próximo da estação do Brás e que hoje abriga o Museu do Imigrante. br /br /bExpansão e degradação do Centro /b- O consultor destacou a construção do Viaduto do Chá, em 1892 - em sua primeira versão, de estrutura metálica -, e do Teatro Muncipal como marcos para a expansão da região. "O Centro Novo se tornou o ponto elegante da cidade", destacou o consultor, chamando a atenção para o crescimento vertigioso verificado nos primeiros anos do século XX. "Em 1890, a cidade contava com cerca de 65 mil habitantes e, em 1900, esse número saltou para 240 mil habitantes." br /br /Calfat lembrou que, justamente nesse período, destacaram-se os projetos do arquiteto Ramos de Azevedo: São Paulo Center Hotel, Hotel Atlântico e Hotel Central. No entanto, os anos dourados vividos pela hotelaria paulistana aconteceram na década de 20 com a inaguração do Terminus (1921) e Esplanada (1923), considerado o principal hotel da cidade por mais 30 anos. Até que, em 1957, o hotel acabou fechado e o prédio adquirido pelo Grupo Votorantim. br /br /Atualmente, além de escritórios da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), o edifício abriga o Espaço Votorantim. Segundo Tânia Ribeiro, gestora de espaço, o que pode ter motivado a aquisição foi a realização da festa de noivado do então senador José Ermírio de Moraes no Hotel Esplanada. br /br /bNovos conceitos /b- Calfat falou ainda da inauguração de hotéis emblemáticos nas décadas de 60 e 70 como Othon Palace, Danúbio, Normandie, Bourbon, Cad Oro e Hilton, o primeiro hotel internacional do País. "O Hilton foi o primeiro hotel com lavanderia interna e estacionamento, trazendo novos conceitos à hotelaria brasileira", destacou Calfat, salientando que, neste período, aconteceu a migração dos hotéis do centro - já degradado - para a região da avenida Paulista e outras áreas da cidade como Faria Lima e Berrini. br /br /Alguns hotéis, como o Marabá e San Raphael ainda resistem, mas o centro da Capital carece de novos empreendimentos hoteleiros, disse Calfat, esperançoso de que isso possa acontecer, inclusive, com a reurbanização e rehabitação da região. br /br /"São Paulo passou de 95 hotéis e 8.204 apartamentos no início de 1980 para 410 hotéis e cerca de 42 mil quartos em toda cidade", informou o consultor. Ao final do evento, ele coordenou a visita técnica ao Novotel Jaraguá, um dos poucos ainda em funcionamento no centro. Inaugurado em 1954, o Jaraguá permaneceu fechado por alguns anos e foi reaberto em 2004. br /br //p

 

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